“Ela ainda não me respondeu se vamos nos encontrar amanhã. Vou mandar uma mensagem”
- ow... vc nao disse se agente vai se v amanhã
- depende a hra...q hras vai rolar?
- disseram q se xegar antes das 21hs nao paga entrada. eu qero xegar as 18hs pq ateh 20:30 eh double drink huahuahuahuahua
- 18 hrs eu nao consigo chegar.... So la por 19h... Pq eu nao vou p aula d noite.. Dai preciso ficar la d tarde! Vc qm sabe, so fico meio sem graça d aparecer la sozinha! Bjoo boa noite =*
- como assim sozinha??rsrs agnt se fala amanha.chegamos as 19hs entao rs ;) boa noit! durma bem! sonhe comigo! bjs!!!
- achei q vc ia as 18h dai eu ia chega la as 19 sozinha..rsr mas beleza então! Podexa...ve se faz o mesmo... Mas num vale sonho pornográfico... Por favor...pervertido! =/
“preciso pensar rápido. Essa é minha chance de escrever algo realmente bom. Algo que a deixe com as pernas tremendo, com desejo, envaidecida. Vou exaltar minha admiração, não apenas por sua beleza, mas suas qualidades em geral. Mas tenho que escrever já! Antes que ela vá dormir”
E as palavras vão surgindo, uma após outra, junto com seu pensamento:
- :/ como assim?? q culpa eu tenho se t desejo a todo momento? se longe de vc soh penso qndo vo poder t encontrar d novo? Se qndo to perto nao consigo m conter, independente d ond e com qem stejamos, d tanto q t qero? :( se t admiro de tantas formas, por vc ser a pessoa special q eu vejo q vc eh? se t axo toda linda, em todos os sentidos, e adoro cada parte do teu corpo? :) sua boca, suas pernas, seus seios... vc! bjs!!!
“Nossa! Perfeito! Praticamente uma poesia escrita em prosa. Espero que tenha dado tempo de ela ler. O que será que vai me responder? Acho que consegui exprimir tudo com sinceridade, e com toda certeza ela perceberá isso. Que satisfação estou sentindo agora. Mal posso esperar por sua resposta. Sei que ela não é das garotas mais românticas e sensíveis do mundo, mas depois dessa mensagem, é claro que ela vai ceder um pouco”
- pervertido!!! hahahahahahaha... Vou dormir porque vai ser foda acorda 7h amanha bjo
“Ou não :/”
Contos, crônicas, poesias, literatura em geral. Textos próprios baseados nas experiências daquele intervalo que existe entre a realidade e a ficção, naquele sonho no qual você ainda está acordado.
sábado, 4 de junho de 2011
Romantismo virtual
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Uma questão de oportunidade (O inferno existe? - parte II)
Ela estava linda, radiante, com seus cabelos ruivos balançando ao som da música. A forma que seu corpo se movia era alucinante. Marcos ficou praticamente a noite toda ao lado dela, tentando acompanhá-la. Até que ao final da festa, ela demonstrou que não ia rolar nada, então marcos ficou com a amiga da ruiva mesmo. Era ainda mais bonita, mas tinha namorado, o que fez marcos pensar que teria poucas chances. Algumas luzes acesas no salão de festas, luzes fracas, e uma música lenta tocando. Tudo perfeito. Ele a puxa para perto de si e a beija.
- E seu namorado?
- Terminamos há umas duas semanas mais ou menos.
O tempo passa e ele se apaixona por ela, e ela por ele – pelo menos era o que ele achava. Passam-se 6 meses, e o relacionamento deles não evolui. Na realidade ela ainda ama o ex-namorado e ele não a deixa em paz, está sempre tentando permanecer próximo dela.
Em uma tarde, Marcos e Cláudia estão andando por uma praça, de mãos dadas – o que era algo difícil de acontecer: estarem tão próximos e à vontade, sem se preocupar que outras pessoas pudessem vê-los juntos. Sentam-se em um banco e se beijam. Foi um dos melhores momentos que já teve com ela. À noite vão para a casa de Cláudia, deitam-se na cama e assistem a um filme. O filme acaba, a tv é desligada, as luzes já estão apagadas. Ele sobe sobre ela e a beija. De manha marcos exige uma posição definitiva de Cláudia. Ou ela realmente fica com ele ou eles não ficariam mais. No dia seguinte Cláudia reata o namoro com seu ex-namorado. Na realidade ela era fraca, covarde e insegura. Bastava que o cerco apertasse a sua volta para que ela pulasse fora.
9 meses depois nasce a filha de Cláudia e Leonardo. Nem com os cabelos negros da mãe ou loiros do pai. Castanhos, escuros e lisos, coincidentemente muito parecidos com os de marcos.
Dois anos mais tarde Marcos se casa com Rosa - amiga de infância - e têm um filho. Leonardo que durante esse tempo se tornou seu melhor amigo é o padrinho de casamento e também da criança. No começo foi difícil estar tão próximo do homem que lhe tirou a mulher que ele amara tanto, mas quanto mais o tempo passava, mais amigos ficavam, até se considerarem como verdadeiros irmãos. Marcos vai levando sua vida, abre em casa uma pequena assistência técnica para conserto de computadores. Mantém durante todo esse tempo uma amizade saudável com Cláudia. Mas em sua casa, depois de 5 anos as coisas não vão tão bem:
- Nós precisamos de dinheiro! A prestação do carro está atrasada, e se não pagarmos o aluguel até amanhã você vai pagar a multa. Meu salário do hospital – onde rosa trabalhava como ajudante de serviços gerais – não vai dá pra pagar todas as contas!
- Eu sei disso. Eu vou ter o dinheiro.
- Onde você vai?
- Beber!
- Espera aí!
Marcos sai. Vai até o bar na esquina da rua onde moravam e toma uma dose de cachaça acompanhada de uma garrafa de cerveja. Sente-se bem melhor. Seu celular toca:
- Oi. Marcos?
- Oi. Tudo bem Cláudia?
- Tudo. Na verdade to com um problema no computador. Você tá muito ocupado pra vir aqui dá uma olhada?
- Não, não. Já chego aí.
Ele manda uma mensagem para o celular da esposa dizendo que vai à casa da amiga para ver o que há de errado com o computador.
O computador está no quarto. Marcos procura o problema. Nada muito complicado, o serviço é rápido.
- Onde está sua filha?
- Foi te chamar na sua casa. Você não estava e ela pediu pra ficar lá brincando.
Um pouco de silêncio. Ele senta na cama e olha pra baixo.
- O que foi?
- Nada não. Problemas em casa. Normal.
- É assim pra todo mundo. Eu tenho que ficar dias às vezes sem ver o Leonardo. Faz 3 dias que ele saiu com o caminhão e só volta amanhã. Não é fácil.
- É, bastante tempo pra um homem ficar longe de sua mulher – marcos mostra um sorriso malicioso.
- Ai! Eu confio no meu marido. Sei que ele não me trairia.
Marcos sabia que isso não era verdade. O amigo realmente amava muito a esposa, mas não passava sozinho todos os dias que estava longe de casa. A mulher vai em direção ao aparelho de som, próximo de marcos, e coloca um cd, que toca em um volume bem alto. Então Marcos se aproxima mais de Cláudia, ela se aproxima também. Quando percebem já estão nus e rolando pela cama, em êxtase. Até que a porta do quarto é bruscamente aberta. Marcos, que estava em cima da mulher é empurrado por ela, e salta para o lado da cama próximo à porta. Não sabe o que pensar ou o que dizer, e não tem tempo para isso: Leonardo acerta-lhe um chute no estômago. Marcos fica sem ar, abaixa a cabeça e recebe mais um chute, as paredes giram, a visão fica turva, ele apaga.
- Se fosse qualquer outro, eu apenas deixaria ir embora. A culpada é a vagabunda! Ela me devia satisfações e respeito. Mas você! Eu confiava mais do que confio em mim mesmo!
Marcos sente uma dor aguda e desperta totalmente. Fica apavorado com o que vê: seu pênis ensanguentado no chão. Seus gritos são sufocados pela fita ao redor de sua boca. Seus pés e mãos presos pelo mesmo tipo de fita adesiva e, pela fita dos braços, Marcos e Cláudia estão pendurados em ganchos chumbados à parede, em lados opostos, na área de serviço da casa. Ele queria ter a chance de explicar ao amigo o que aconteceu – Leonardo devia pensar que estava sendo traído durante todos aqueles anos, em que trabalhara tendo que viajar e ficar por muitas vezes vários dias longe de casa. Olhando para frente, vê Cláudia, e seu seio esquerdo sendo separado de seu corpo por uma faca ensanguentada. Em seguida ele vê o amigo ajoelhar-se:
- Não se preocupem com a morte. Vocês provavelmente vão sobreviver a esses ferimentos, e vão lembrar pra sempre desse dia, e se arrependeram pelo resto de suas vidas! Eu posso até ir para o inferno, mas irei sabendo que vocês viverão com o castigo que merecem.
Passam-se alguns minutos, marcos sente um constante latejar entre suas pernas, e um pouco de tontura. À sua frente, está Cláudia, com uma aparência exausta, com o rosto molhado de lágrimas e suor. A porta da área de serviço se abre. É Rosa. Um misto de desespero, vergonha, esperança, euforia, tomam conta de marcos. Rosa com um olhar perplexo observa a cena. Pega a faca do chão e vai na direção do marido, que agora se encontra apenas em desespero: “eu só quero a chance de me explicar! Não busco perdão. Eu mesmo enfio essa faca em meu peito! Só quero poder contar o que aconteceu! Sei o que as pessoas vão pensar, as conclusões que iram tirar, e não é verdade. Só quero que alguém saiba o que realmente aconteceu.” Mas as palavras ficam só em seu pensamento, pois a fita continua tapando sua boca. A faca passa em sua garganta, o sangue escorre, ele engasga, não consegue respirar, tudo fica escuro. E há tempo apenas para um último pensamento: “eu só queria poder explicar.”
- E seu namorado?
- Terminamos há umas duas semanas mais ou menos.
O tempo passa e ele se apaixona por ela, e ela por ele – pelo menos era o que ele achava. Passam-se 6 meses, e o relacionamento deles não evolui. Na realidade ela ainda ama o ex-namorado e ele não a deixa em paz, está sempre tentando permanecer próximo dela.
Em uma tarde, Marcos e Cláudia estão andando por uma praça, de mãos dadas – o que era algo difícil de acontecer: estarem tão próximos e à vontade, sem se preocupar que outras pessoas pudessem vê-los juntos. Sentam-se em um banco e se beijam. Foi um dos melhores momentos que já teve com ela. À noite vão para a casa de Cláudia, deitam-se na cama e assistem a um filme. O filme acaba, a tv é desligada, as luzes já estão apagadas. Ele sobe sobre ela e a beija. De manha marcos exige uma posição definitiva de Cláudia. Ou ela realmente fica com ele ou eles não ficariam mais. No dia seguinte Cláudia reata o namoro com seu ex-namorado. Na realidade ela era fraca, covarde e insegura. Bastava que o cerco apertasse a sua volta para que ela pulasse fora.
9 meses depois nasce a filha de Cláudia e Leonardo. Nem com os cabelos negros da mãe ou loiros do pai. Castanhos, escuros e lisos, coincidentemente muito parecidos com os de marcos.
Dois anos mais tarde Marcos se casa com Rosa - amiga de infância - e têm um filho. Leonardo que durante esse tempo se tornou seu melhor amigo é o padrinho de casamento e também da criança. No começo foi difícil estar tão próximo do homem que lhe tirou a mulher que ele amara tanto, mas quanto mais o tempo passava, mais amigos ficavam, até se considerarem como verdadeiros irmãos. Marcos vai levando sua vida, abre em casa uma pequena assistência técnica para conserto de computadores. Mantém durante todo esse tempo uma amizade saudável com Cláudia. Mas em sua casa, depois de 5 anos as coisas não vão tão bem:
- Nós precisamos de dinheiro! A prestação do carro está atrasada, e se não pagarmos o aluguel até amanhã você vai pagar a multa. Meu salário do hospital – onde rosa trabalhava como ajudante de serviços gerais – não vai dá pra pagar todas as contas!
- Eu sei disso. Eu vou ter o dinheiro.
- Onde você vai?
- Beber!
- Espera aí!
Marcos sai. Vai até o bar na esquina da rua onde moravam e toma uma dose de cachaça acompanhada de uma garrafa de cerveja. Sente-se bem melhor. Seu celular toca:
- Oi. Marcos?
- Oi. Tudo bem Cláudia?
- Tudo. Na verdade to com um problema no computador. Você tá muito ocupado pra vir aqui dá uma olhada?
- Não, não. Já chego aí.
Ele manda uma mensagem para o celular da esposa dizendo que vai à casa da amiga para ver o que há de errado com o computador.
O computador está no quarto. Marcos procura o problema. Nada muito complicado, o serviço é rápido.
- Onde está sua filha?
- Foi te chamar na sua casa. Você não estava e ela pediu pra ficar lá brincando.
Um pouco de silêncio. Ele senta na cama e olha pra baixo.
- O que foi?
- Nada não. Problemas em casa. Normal.
- É assim pra todo mundo. Eu tenho que ficar dias às vezes sem ver o Leonardo. Faz 3 dias que ele saiu com o caminhão e só volta amanhã. Não é fácil.
- É, bastante tempo pra um homem ficar longe de sua mulher – marcos mostra um sorriso malicioso.
- Ai! Eu confio no meu marido. Sei que ele não me trairia.
Marcos sabia que isso não era verdade. O amigo realmente amava muito a esposa, mas não passava sozinho todos os dias que estava longe de casa. A mulher vai em direção ao aparelho de som, próximo de marcos, e coloca um cd, que toca em um volume bem alto. Então Marcos se aproxima mais de Cláudia, ela se aproxima também. Quando percebem já estão nus e rolando pela cama, em êxtase. Até que a porta do quarto é bruscamente aberta. Marcos, que estava em cima da mulher é empurrado por ela, e salta para o lado da cama próximo à porta. Não sabe o que pensar ou o que dizer, e não tem tempo para isso: Leonardo acerta-lhe um chute no estômago. Marcos fica sem ar, abaixa a cabeça e recebe mais um chute, as paredes giram, a visão fica turva, ele apaga.
- Se fosse qualquer outro, eu apenas deixaria ir embora. A culpada é a vagabunda! Ela me devia satisfações e respeito. Mas você! Eu confiava mais do que confio em mim mesmo!
Marcos sente uma dor aguda e desperta totalmente. Fica apavorado com o que vê: seu pênis ensanguentado no chão. Seus gritos são sufocados pela fita ao redor de sua boca. Seus pés e mãos presos pelo mesmo tipo de fita adesiva e, pela fita dos braços, Marcos e Cláudia estão pendurados em ganchos chumbados à parede, em lados opostos, na área de serviço da casa. Ele queria ter a chance de explicar ao amigo o que aconteceu – Leonardo devia pensar que estava sendo traído durante todos aqueles anos, em que trabalhara tendo que viajar e ficar por muitas vezes vários dias longe de casa. Olhando para frente, vê Cláudia, e seu seio esquerdo sendo separado de seu corpo por uma faca ensanguentada. Em seguida ele vê o amigo ajoelhar-se:
- Não se preocupem com a morte. Vocês provavelmente vão sobreviver a esses ferimentos, e vão lembrar pra sempre desse dia, e se arrependeram pelo resto de suas vidas! Eu posso até ir para o inferno, mas irei sabendo que vocês viverão com o castigo que merecem.
Passam-se alguns minutos, marcos sente um constante latejar entre suas pernas, e um pouco de tontura. À sua frente, está Cláudia, com uma aparência exausta, com o rosto molhado de lágrimas e suor. A porta da área de serviço se abre. É Rosa. Um misto de desespero, vergonha, esperança, euforia, tomam conta de marcos. Rosa com um olhar perplexo observa a cena. Pega a faca do chão e vai na direção do marido, que agora se encontra apenas em desespero: “eu só quero a chance de me explicar! Não busco perdão. Eu mesmo enfio essa faca em meu peito! Só quero poder contar o que aconteceu! Sei o que as pessoas vão pensar, as conclusões que iram tirar, e não é verdade. Só quero que alguém saiba o que realmente aconteceu.” Mas as palavras ficam só em seu pensamento, pois a fita continua tapando sua boca. A faca passa em sua garganta, o sangue escorre, ele engasga, não consegue respirar, tudo fica escuro. E há tempo apenas para um último pensamento: “eu só queria poder explicar.”
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O inferno existe?
Leonardo dirige o caminhão da empresa pela estrada tranquila. Avista no acostamento um jovem casal pedindo carona. Ele pára e aguarda, enquanto os dois correm em direção ao caminhão.
- Muito obrigado por parar.
- De nada. Subam. Agente não pára o caminhão pra qualquer um na estrada. É muito perigoso. Mas vocês não são bandidos, né? Pelo menos não tem cara rs.
- Não. Não somos não rs.
O caminho é longo. O caminhoneiro conta o quanto gosta do seu trabalho, que apesar de tudo paga um salário razoável. Conta com orgulho dos cursos de especialização que fez para manter-se atualizado no mercado de trabalho. Fala também do quanto é difícil ficar longe da mulher e da filha de 7 anos, algumas vezes por dias.
- Casei muito cedo. Engravidei minha mulher quando agente tinha 17 anos.
O rapaz responde:
- Cedo mesmo. Mas você se dá bem com a família dela?
- No começo era foda. O pai dela não queria que agente ficasse junto de jeito nenhum. Mas hoje nos damos super bem. Vamos pescar junto. Hoje ele é meu amigão.
Conversam sobre mais algumas banalidades, ao som de alguma música estilo dance, poperô. Mas apesar de todas as dificuldades, ele fala sobre como é feliz, sobre como ama sua mulher e filha, e que especialmente hoje, está muito feliz porque vai conseguir chegar à sua casa um dia antes do que esperava.
Depois de alguns quilômetros, os jovens descem, vão pegar uma estrada diferente. Agradecem e seguem seu caminho para uma próxima carona. Leonardo vai em frente, escutando sua música, olhando a paisagem, às vezes inóspita, às vezes com fábricas, às vezes com casas.
Deixa o caminhão na empresa, e pega seu carro. Chega em casa perto das 19h:00min. Com seu controle remoto ergue o portão da garagem, entra com o carro, desce o portão e sai do carro. Abre a porta que dá para a cozinha, ouve uma música alta vindo do quarto. O tipo de música que ele gosta de ouvir, provavelmente sua mulher ouvindo algum cd seu. Leonardo passa pela cozinha e atravessa o pequeno corredor. Passando pelo banheiro, a próxima porta é a de sua filha. Ela não está. Ele pensa: "provavelmente está no quarto com a mãe ou na casa dos avós". A porta do lado oposto é a do seu quarto. Que sorriso de satisfação em seu rosto. Louco para agarrar sua mulher, que não via há 3 dias. Abre a porta do quarto. Ela está lá, deitada nua sobre a cama, os cabelos negros soltos sobre o travesseiro, seu seio direito à mostra, sua perna direita, torneada, pra fora do lençol, e o melhor amigo de Leonardo, nu sobre ela.
Ela empurra o homem para longe e fica ajoelhada sobre a cama cobrindo-se com o lençol. O homem salta para o lado direito da cama, próximo à porta e fica encostado ao criado-mudo com um olhar de assombro nos olhos. Recebe um chute no estômago e se abaixa de dor, então mais um chute, dessa vez na cabeça, que bate contra a parede. Cai desacordado no chão. A mulher faz menção de se mover na direção do marido, que ergue as costas do punho fechado na direção do queixo da mulher, que tomba também desacordada sobre a cama.
Leonardo puxa sua caixa de ferramentas que está sob a cama, retira dois grandes rolos de fita adesiva e prende os braços e pernas da mulher e do ex-amigo. Arrasta-os para fora do quarto, passa pelo corredor, pela cozinha, e chega à área de serviço, que fica do lado oposto à garagem. Retira as cordas - usadas para pendurar as roupas - que atravessam o cômodo, dos ganchos chumbados às paredes, e pendura os dois corpos inertes em cada um dos ganchos, pelas fitas que prendem seus braços.
Marcos, o amigo, começa a despertar, um pouco zonzo, visão embaçada, ouve uma voz familiar dizendo:
- Se fosse qualquer outro, eu apenas deixaria ir embora. A culpada é a vagabunda! Ela me devia satisfações e respeito. Mas você! Eu confiava mais do que confio em mim mesmo!
Marcos sente uma dor aguda e um pouco de sangue jorra. Ele agora desperta totalmente e solta gritos abafados pela fita em volta de sua boca. Seu rosto se desfigura retorcendo mais de pavor do que dor. Seu pênis está à sua frente, no chão ensanguentado.
Leonardo vai agora na direção da mulher que está do outro lado. Pega a faca ensanguentada e passa sob o seio farto da esposa, que acorda e se debate. Mais uma passada, gritos sufocados pela fita adesiva, o suor instantaneamente brota na testa da mulher. Uma terceira passada, e o seio esquerdo está no chão.
Em meio às lágrimas:
- Não se preocupem com a morte. Vocês provavelmente vão sobreviver a esses ferimentos, e vão lembrar pra sempre desse dia, e se arrependeram pelo resto de suas vidas! Eu posso até ir para o inferno, mas irei sabendo que vocês viverão com o castigo que merecem.
Com a mesma faca ele faz um corte em seu pulso esquerdo e um no direito. O sangue vaza, a visão começa a embaçar, pontos pretos, e ele cai.
Leonardo começa a abrir os olhos, uma luz muito clara o impede de ver direito. Pensa: “foi tudo um sonho?” Olha para os lados: macas, cortinas verdes, pessoas andando apressadas em trajes brancos. Está em um hospital. Ao seu lado um policial.
- O que eu estou fazendo aqui?
- Seu doente! Se recuperando para apodrecer na cadeia.
- Mas eu deveria estar morto.
- Concordo. Mas não está.
- O que aconteceu?
- O que concluímos, foi que Rosa, a mulher de marcos, foi ver porque o marido estava demorando tanto em sua casa. Ele tinha ido até lá sob o pretexto de arrumar alguma coisa no computador de Cláudia. Procurou pela casa toda até que os encontrou. Ela entendeu tudo na hora, talvez até o porquê da filha de sua amiga ter cabelos e olhos tão parecidos com o de seu próprio marido. Viu a faca no chão, pegou-a, enquanto o marido se debatia cortou-lhe o pescoço, em seguida foi a vez da mulher. Largou a faca e foi até sua casa que ficava ao lado, pegou a arma do marido, foi ao quarto do filho e deu um tiro em sua cabeça, então um na cabeça da filha de 7 anos do casal de amigos que estava dormindo ali, e um tiro na própria cabeça. Os vizinhos ouviram os tiros e chamaram a polícia. Quando chegamos à sua casa, seus sinais vitais estavam fracos, mas era o único que permanecera vivo. E agora você está aqui. O corte no seu pulso direito foi bem profundo e acabou ferindo bastante os tendões da sua mão. Provavelmente você não possa dirigir um caminhão outra vez. Mas para onde você vai dificilmente você precisará dirigir.
Leonardo pensa: “Sim. Com certeza o inferno existe :/”
- Muito obrigado por parar.
- De nada. Subam. Agente não pára o caminhão pra qualquer um na estrada. É muito perigoso. Mas vocês não são bandidos, né? Pelo menos não tem cara rs.
- Não. Não somos não rs.
O caminho é longo. O caminhoneiro conta o quanto gosta do seu trabalho, que apesar de tudo paga um salário razoável. Conta com orgulho dos cursos de especialização que fez para manter-se atualizado no mercado de trabalho. Fala também do quanto é difícil ficar longe da mulher e da filha de 7 anos, algumas vezes por dias.
- Casei muito cedo. Engravidei minha mulher quando agente tinha 17 anos.
O rapaz responde:
- Cedo mesmo. Mas você se dá bem com a família dela?
- No começo era foda. O pai dela não queria que agente ficasse junto de jeito nenhum. Mas hoje nos damos super bem. Vamos pescar junto. Hoje ele é meu amigão.
Conversam sobre mais algumas banalidades, ao som de alguma música estilo dance, poperô. Mas apesar de todas as dificuldades, ele fala sobre como é feliz, sobre como ama sua mulher e filha, e que especialmente hoje, está muito feliz porque vai conseguir chegar à sua casa um dia antes do que esperava.
Depois de alguns quilômetros, os jovens descem, vão pegar uma estrada diferente. Agradecem e seguem seu caminho para uma próxima carona. Leonardo vai em frente, escutando sua música, olhando a paisagem, às vezes inóspita, às vezes com fábricas, às vezes com casas.
Deixa o caminhão na empresa, e pega seu carro. Chega em casa perto das 19h:00min. Com seu controle remoto ergue o portão da garagem, entra com o carro, desce o portão e sai do carro. Abre a porta que dá para a cozinha, ouve uma música alta vindo do quarto. O tipo de música que ele gosta de ouvir, provavelmente sua mulher ouvindo algum cd seu. Leonardo passa pela cozinha e atravessa o pequeno corredor. Passando pelo banheiro, a próxima porta é a de sua filha. Ela não está. Ele pensa: "provavelmente está no quarto com a mãe ou na casa dos avós". A porta do lado oposto é a do seu quarto. Que sorriso de satisfação em seu rosto. Louco para agarrar sua mulher, que não via há 3 dias. Abre a porta do quarto. Ela está lá, deitada nua sobre a cama, os cabelos negros soltos sobre o travesseiro, seu seio direito à mostra, sua perna direita, torneada, pra fora do lençol, e o melhor amigo de Leonardo, nu sobre ela.
Ela empurra o homem para longe e fica ajoelhada sobre a cama cobrindo-se com o lençol. O homem salta para o lado direito da cama, próximo à porta e fica encostado ao criado-mudo com um olhar de assombro nos olhos. Recebe um chute no estômago e se abaixa de dor, então mais um chute, dessa vez na cabeça, que bate contra a parede. Cai desacordado no chão. A mulher faz menção de se mover na direção do marido, que ergue as costas do punho fechado na direção do queixo da mulher, que tomba também desacordada sobre a cama.
Leonardo puxa sua caixa de ferramentas que está sob a cama, retira dois grandes rolos de fita adesiva e prende os braços e pernas da mulher e do ex-amigo. Arrasta-os para fora do quarto, passa pelo corredor, pela cozinha, e chega à área de serviço, que fica do lado oposto à garagem. Retira as cordas - usadas para pendurar as roupas - que atravessam o cômodo, dos ganchos chumbados às paredes, e pendura os dois corpos inertes em cada um dos ganchos, pelas fitas que prendem seus braços.
Marcos, o amigo, começa a despertar, um pouco zonzo, visão embaçada, ouve uma voz familiar dizendo:
- Se fosse qualquer outro, eu apenas deixaria ir embora. A culpada é a vagabunda! Ela me devia satisfações e respeito. Mas você! Eu confiava mais do que confio em mim mesmo!
Marcos sente uma dor aguda e um pouco de sangue jorra. Ele agora desperta totalmente e solta gritos abafados pela fita em volta de sua boca. Seu rosto se desfigura retorcendo mais de pavor do que dor. Seu pênis está à sua frente, no chão ensanguentado.
Leonardo vai agora na direção da mulher que está do outro lado. Pega a faca ensanguentada e passa sob o seio farto da esposa, que acorda e se debate. Mais uma passada, gritos sufocados pela fita adesiva, o suor instantaneamente brota na testa da mulher. Uma terceira passada, e o seio esquerdo está no chão.
Em meio às lágrimas:
- Não se preocupem com a morte. Vocês provavelmente vão sobreviver a esses ferimentos, e vão lembrar pra sempre desse dia, e se arrependeram pelo resto de suas vidas! Eu posso até ir para o inferno, mas irei sabendo que vocês viverão com o castigo que merecem.
Com a mesma faca ele faz um corte em seu pulso esquerdo e um no direito. O sangue vaza, a visão começa a embaçar, pontos pretos, e ele cai.
Leonardo começa a abrir os olhos, uma luz muito clara o impede de ver direito. Pensa: “foi tudo um sonho?” Olha para os lados: macas, cortinas verdes, pessoas andando apressadas em trajes brancos. Está em um hospital. Ao seu lado um policial.
- O que eu estou fazendo aqui?
- Seu doente! Se recuperando para apodrecer na cadeia.
- Mas eu deveria estar morto.
- Concordo. Mas não está.
- O que aconteceu?
- O que concluímos, foi que Rosa, a mulher de marcos, foi ver porque o marido estava demorando tanto em sua casa. Ele tinha ido até lá sob o pretexto de arrumar alguma coisa no computador de Cláudia. Procurou pela casa toda até que os encontrou. Ela entendeu tudo na hora, talvez até o porquê da filha de sua amiga ter cabelos e olhos tão parecidos com o de seu próprio marido. Viu a faca no chão, pegou-a, enquanto o marido se debatia cortou-lhe o pescoço, em seguida foi a vez da mulher. Largou a faca e foi até sua casa que ficava ao lado, pegou a arma do marido, foi ao quarto do filho e deu um tiro em sua cabeça, então um na cabeça da filha de 7 anos do casal de amigos que estava dormindo ali, e um tiro na própria cabeça. Os vizinhos ouviram os tiros e chamaram a polícia. Quando chegamos à sua casa, seus sinais vitais estavam fracos, mas era o único que permanecera vivo. E agora você está aqui. O corte no seu pulso direito foi bem profundo e acabou ferindo bastante os tendões da sua mão. Provavelmente você não possa dirigir um caminhão outra vez. Mas para onde você vai dificilmente você precisará dirigir.
Leonardo pensa: “Sim. Com certeza o inferno existe :/”
terça-feira, 31 de maio de 2011
Como conhecer alguém de verdade
- Você conhece bem o Billy, né?
- Sim. Há muito tempo.
- Quem é o Billy de verdade?
- Ele é como uma máscara, mas não para iludir. Pelo menos não com o intuito de se aproveitar e parecer o que não é. É a porção mais dura de um rosto. É a máscara para a proteção. É quem aguenta as pancadas.
- E quem ele mascara?
- A Vontade, o desejo. Ela é quem manda. E faz o que quer, como quer e no momento em que quer. É impulsiva, quase, quase sem freios. É quem sai à noite, é a sede, é quem se embriaga, é a paixão, é o olhar lascivo. Billy é quem não sente. É a superficialidade, a armadura, o elmo. Ele é quem vai à frente, é as pernas em movimento, é a garganta sendo molhada, é a embriaguês, é a volúpia, é a língua.
- Mas por que a Vontade precisa ser protegida? Se ela é a sequência de ações, o dinamismo, o agora? Por que proteger o que é inconsequente?
- Porque é a segunda camada apenas. Percebe os cortes e vê o sangue escorrer. Sabe que a perna está quebrada e se a fratura está exposta.
- Quem realmente sente?
- A parte mais vulnerável. Que fica mais tempo escondida, não por fraqueza – sua força na verdade é a mais contundente -, mas por sua falta de resistência. É a parte mais bondosa e ao mesmo tempo a mais maldosa. É a vontade de proteger os outros, o altruísmo. E isso a torna ingênua - que é uma forma elegante de chamar alguém de tolo, ignorante. E a maldade reside na ignorância. A própria ignorância é a maldade em uma forma pura e bruta. E essa parte, que pode talhar mais forte, é também quem realmente sente os cortes. É quem admira o frio noturno, é quem dá de beber, é quem fica vendo tudo girar por detrás das janelas, é o amor, é a empatia.
- Então Billy é oco?
- Não. Ele apenas protege, ou tenta - da maneira que melhor pode – proteger seu conteúdo. Ele dá com a cara no meio-fio, levanta com a testa aberta, leva à boca a garrafa de pinga que não deixou cair, dá uns goles e vai em frente, para onde a Vontade o levar. Ele é a parte lapidada da alma. Ou melhor, é a não-alma. É a casca dura da barata mais resistente. É quem sobrevive depois que tudo morreu.
- Mas como assim? Ele não deveria ser a proteção? Impedir os ferimentos e a morte?
- Sim. Mas tem suas falhas de defesa. Na realidade, a Vontade, em alguns momentos, afasta Billy. E a parte mais fraca e mais forte, vê e permite ser vista fora das janelas. E é aí que algumas vezes ela morre. A Vontade morre menos, segue mancando e moribunda até se recuperar, enquanto a parte que realmente sente não volta à vida. E nessas horas, Billy não pára. Está lá, com um sorriso sarcástico no rosto, uma garrafa de bebida em uma mão, e uma mulher na outra. Atirado em algum canto, e seguindo em frente, para a próxima garrafa. Para a próxima oportunidade de morrer.
- Ele vai agüentar pra sempre?
- Acho que o suficiente.
- Para que?
- Para a Vontade se acalmar. Quando ele não precisar impedi-la de se matar. Quando o Tolo provar que sua loucura não é tolice. Que é apenas uma ótica que não conseguiu provar empiricamente sua eficiência. Se ela existir, o tempo suficiente para a paz. Billy é quem você conhece quando você sabe o que ele não é.
- Sim. Há muito tempo.
- Quem é o Billy de verdade?
- Ele é como uma máscara, mas não para iludir. Pelo menos não com o intuito de se aproveitar e parecer o que não é. É a porção mais dura de um rosto. É a máscara para a proteção. É quem aguenta as pancadas.
- E quem ele mascara?
- A Vontade, o desejo. Ela é quem manda. E faz o que quer, como quer e no momento em que quer. É impulsiva, quase, quase sem freios. É quem sai à noite, é a sede, é quem se embriaga, é a paixão, é o olhar lascivo. Billy é quem não sente. É a superficialidade, a armadura, o elmo. Ele é quem vai à frente, é as pernas em movimento, é a garganta sendo molhada, é a embriaguês, é a volúpia, é a língua.
- Mas por que a Vontade precisa ser protegida? Se ela é a sequência de ações, o dinamismo, o agora? Por que proteger o que é inconsequente?
- Porque é a segunda camada apenas. Percebe os cortes e vê o sangue escorrer. Sabe que a perna está quebrada e se a fratura está exposta.
- Quem realmente sente?
- A parte mais vulnerável. Que fica mais tempo escondida, não por fraqueza – sua força na verdade é a mais contundente -, mas por sua falta de resistência. É a parte mais bondosa e ao mesmo tempo a mais maldosa. É a vontade de proteger os outros, o altruísmo. E isso a torna ingênua - que é uma forma elegante de chamar alguém de tolo, ignorante. E a maldade reside na ignorância. A própria ignorância é a maldade em uma forma pura e bruta. E essa parte, que pode talhar mais forte, é também quem realmente sente os cortes. É quem admira o frio noturno, é quem dá de beber, é quem fica vendo tudo girar por detrás das janelas, é o amor, é a empatia.
- Então Billy é oco?
- Não. Ele apenas protege, ou tenta - da maneira que melhor pode – proteger seu conteúdo. Ele dá com a cara no meio-fio, levanta com a testa aberta, leva à boca a garrafa de pinga que não deixou cair, dá uns goles e vai em frente, para onde a Vontade o levar. Ele é a parte lapidada da alma. Ou melhor, é a não-alma. É a casca dura da barata mais resistente. É quem sobrevive depois que tudo morreu.
- Mas como assim? Ele não deveria ser a proteção? Impedir os ferimentos e a morte?
- Sim. Mas tem suas falhas de defesa. Na realidade, a Vontade, em alguns momentos, afasta Billy. E a parte mais fraca e mais forte, vê e permite ser vista fora das janelas. E é aí que algumas vezes ela morre. A Vontade morre menos, segue mancando e moribunda até se recuperar, enquanto a parte que realmente sente não volta à vida. E nessas horas, Billy não pára. Está lá, com um sorriso sarcástico no rosto, uma garrafa de bebida em uma mão, e uma mulher na outra. Atirado em algum canto, e seguindo em frente, para a próxima garrafa. Para a próxima oportunidade de morrer.
- Ele vai agüentar pra sempre?
- Acho que o suficiente.
- Para que?
- Para a Vontade se acalmar. Quando ele não precisar impedi-la de se matar. Quando o Tolo provar que sua loucura não é tolice. Que é apenas uma ótica que não conseguiu provar empiricamente sua eficiência. Se ela existir, o tempo suficiente para a paz. Billy é quem você conhece quando você sabe o que ele não é.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pode contar comigo! ¬¬
Ah! A amizade! Que nobre é o sentimento de fraternidade! Que nobre é doar-se! Seu tempo, seu espaço, sua alma. E sem esperar nada em troca. Talvez, no máximo, reciprocidade. Não! Não espere coisa alguma. Ninguém lhe deve nada. Nem consideração. Espere ser procurado quando você for necessário para alguém. Espere encontrar costas viradas em sua direção, sem nem saber o motivo. Porque talvez nem tenha um motivo. Talvez você apenas tenha deixado de ser necessário. E o que mais esperar nesse mundo pragmático, capitalista, onde tudo, TUDO é descartável.
Quase todo mundo tem aquele ombro no qual se apoiar, daquela pessoa que seu ombro também já apoiou tantas vezes. Que vai estar sempre ali pra segurar suas mãos quando elas estiverem a ponto de cortar seus próprios pulsos. Não! Hoje você está aqui, com seu peito aberto pra acolher todas as mágoas e dores. Amanhã você pode estar completamente sozinho - obviamente vou me abster de qualquer comentário de cunho religioso. E conte com isso, pois o mundo é repleto de certezas que são derrubadas todos os dias. Sua amiga, amigo, irmão, pai, filho, esposa... Palavras apenas. A verdade é que você nasce sozinho – mesmo os gêmeos siameses têm consciência independente -, morre sozinho e se pensar bem, vive sozinho. Se há algo que você pode contar que nunca vai te abandonar, é só o que há dentro de você. Engano-me. Nem isso. Algumas vezes você também abandona a si mesmo. E aí como se pode pensar em esperar uma atitude diferente de outra pessoa? Acredite no abandono. Não que ele acontece a todo o momento. Mas saiba que ele sempre vai estar ali, acompanhando, espreitando, sorrindo por cima de seu ombro amigo.
Então não existe amizade? Existe. E é tão certa e inabalável quanto qualquer outro aspecto da vida. E o certo, é que você deve fortalecer muito suas pernas, porque amanhã pode ser que você dependa unicamente delas pra te sustentar, e como apoio nada além do seu próprio ombro. Também fortaleça sua mente, ou ao menos esteja preparado para o que pode vir. Não se trata de esperar o pior – acredite, sou um otimista -, mas sim de estar preparado. Isso te livra da decepção? Não. Mas pelo menos você já tem uma idéia do tamanho das feridas que terá de tratar.
Quase todo mundo tem aquele ombro no qual se apoiar, daquela pessoa que seu ombro também já apoiou tantas vezes. Que vai estar sempre ali pra segurar suas mãos quando elas estiverem a ponto de cortar seus próprios pulsos. Não! Hoje você está aqui, com seu peito aberto pra acolher todas as mágoas e dores. Amanhã você pode estar completamente sozinho - obviamente vou me abster de qualquer comentário de cunho religioso. E conte com isso, pois o mundo é repleto de certezas que são derrubadas todos os dias. Sua amiga, amigo, irmão, pai, filho, esposa... Palavras apenas. A verdade é que você nasce sozinho – mesmo os gêmeos siameses têm consciência independente -, morre sozinho e se pensar bem, vive sozinho. Se há algo que você pode contar que nunca vai te abandonar, é só o que há dentro de você. Engano-me. Nem isso. Algumas vezes você também abandona a si mesmo. E aí como se pode pensar em esperar uma atitude diferente de outra pessoa? Acredite no abandono. Não que ele acontece a todo o momento. Mas saiba que ele sempre vai estar ali, acompanhando, espreitando, sorrindo por cima de seu ombro amigo.
Então não existe amizade? Existe. E é tão certa e inabalável quanto qualquer outro aspecto da vida. E o certo, é que você deve fortalecer muito suas pernas, porque amanhã pode ser que você dependa unicamente delas pra te sustentar, e como apoio nada além do seu próprio ombro. Também fortaleça sua mente, ou ao menos esteja preparado para o que pode vir. Não se trata de esperar o pior – acredite, sou um otimista -, mas sim de estar preparado. Isso te livra da decepção? Não. Mas pelo menos você já tem uma idéia do tamanho das feridas que terá de tratar.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Videogame - Vilão ou Herói?
(Trecho da monografia VIDEOGAME ARTE: UMA ABORDAGEM ARTÍSTICO-CRÍTICA SOBRE OS VIDEOGAMES, de Willian Polli sob orientação do profº Hugo Mengarelli)
O videogame como visto anteriormente, surgiu como forma de entretenimento entre alguns jovens ligados à área tecnológica. Em pouquíssimo tempo, alcançou a população em geral e tornou-se uma mídia de massa32. Provavelmente por sua divulgação quase totalmente voltada ao público infantil no seu surgimento, passou muito tempo sendo visto como divertimento para crianças, visão ainda compartilhada por muitas pessoas. A indústria dos videogames possui o maior crescimento hoje no mercado de entretenimento, segundo o site http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2006/07/05/idgnoticia.2006-07-05.6400721023/:
O mercado global de videogames deverá atingir receita de 46 bilhões de dólares em 2010, crescimento anual de 11,4% em comparação aos 27 bilhões registrados em 2005, segundo previsão da consultoria PricewaterhouseCoopers no estudo "Visão geral do mercado de entretenimento e mídia: 2006-2010".
Mesmo que não seja possível comparar a receita, a consultoria chama atenção para o maior crescimento do setor frente à divisão de filmes, que deverá aumentar 5,3% anuais e atingir 104 bilhões de dólares em 2010, ou de programas de TV que, com seu crescimento de 6,6% por ano, deverá registrar receita de 227 bilhões de dólares em 2010.
Ainda assim pessoas insistem em ignorá-la. O videogame reúne aspectos diversos da cultura humana, como cinema, música e literatura. Consequentemente trata de questões sociais, ideológicas, comportamentais, seja em maior ou menor grau. As mídias de massa, em geral, podem contribuir para a manutenção do status quo, em grande parte alienadoras, e o interesse maior é o acúmulo de capital. Mas esta condição está presente também em outras manifestações culturais, como a pintura, literatura, música e qualquer outra manifestação artística. O que não é justificativa suficiente para a exclusão de meios com linguagens próprias, ricos em possibilidades, banalizados por falta de visão crítica ou interesse. Humberto Eco, a mais de 40 anos, já mostrou os equívocos que podem ser cometidos, tanto pelas pessoas que não aceitam de modo algum a inclusão das massas no meio cultural ou a difusão do Cult entre as massas, como os que acreditam que a massificação total é a solução perfeita. Ele mostra de modo bastante crítico algumas dessas possibilidades artísticas relacionadas a algumas HQs33 e livros, bem como aspectos que demonstram apenas a intenção de vender e gerar lucro em outras, em seu livro: apocalípticos e integrados.
Quanto aos aspectos nocivos do videogame, a grande capacidade de criar um vício: tudo o que causa prazer pode gerar vício. Existem pessoas viciadas em diferentes tipos de prazeres: comida, bebida, música, festas, drogas legais ou não, sexo, TV, livros, etc., nem por isso essas atividades devem ser proibidas ou excluídas de nossas vidas. A grande capacidade de viciar que um videogame possui, talvez se deva principalmente por ser extremamente interativo. Enquanto em um livro a história só continua se a leitura tiver continuidade, no vídeo-game a história só continua se você conseguir fazê-la continuar, além da possibilidade de dirigi-la, chegar a determinado final ou não e de sua dinâmica própria também contribuir para torná-lo muito dinâmico. Mas essas considerações só podem ser feitas a jogos que correspondam a esses quesitos, pois também existem jogos ruins, como em qualquer outro meio de produção cultural. O homem sempre buscou uma fuga da realidade, a apreciação artística até certo ponto, também proporciona essa fuga, assim como o videogame, e de forma bastante eficaz.
Existe ainda a atribuição ao videogame em influenciar comportamentos nocivos nas pessoas, principalmente os jovens. Esta afirmação normalmente é simplista, ingênua e preconceituosa. Já que essa violência ocorre em casos isolados, deveria se estudar o contexto de tais acontecimentos e os reais motivos por trás dos comportamentos violentos. A acusação de que o videogame incita a violência e ensina a como agredir pode ser contraposta pela teoria da catarse. Ela compreende que o ser humano possui certos impulsos, e que esses podem ter sua energia liberada através da vivência de certas experiências. Sendo assim, o videogame funcionaria como um canalizador de energias de um indivíduo, possibilitando que estas fluam em um espaço determinado, onde não possam causar mal a sociedade, a seus semelhantes. (SÍLBERMAN; LIRA, 2000).
O jogo sempre esteve presente na cultura humana, e também entre os adultos, independente da etnia, poder econômico ou qualquer outro fator cultural. Sempre foi importante para a sociedade e a interação entre as pessoas. Pode parecer que os jogos on-line afastem as pessoas, mas alguns estudos sugerem que ele melhore os relacionamentos pessoais e aproxime grupos específicos de pessoas (http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3189556-EI8147,00.html). A questão com certeza ainda está longe de ser resolvida, por isso devemos permanecer atentos e não nos deixar levar por especulações sem um olhar crítico.
32 Característica típica dos meios de comunicação de massa é a possibilidade que apresentam de atingir simultaneamente uma vasta audiência, ou, dentro de breve período de tempo, centenas de milhares de ouvintes, de telespectadores, de leitores. (retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meios_de_comunica%C3%A7%C3%A3o)
33 Historias em quadrinhos
O videogame como visto anteriormente, surgiu como forma de entretenimento entre alguns jovens ligados à área tecnológica. Em pouquíssimo tempo, alcançou a população em geral e tornou-se uma mídia de massa32. Provavelmente por sua divulgação quase totalmente voltada ao público infantil no seu surgimento, passou muito tempo sendo visto como divertimento para crianças, visão ainda compartilhada por muitas pessoas. A indústria dos videogames possui o maior crescimento hoje no mercado de entretenimento, segundo o site http://idgnow.uol.com.br/computacao_pessoal/2006/07/05/idgnoticia.2006-07-05.6400721023/:
O mercado global de videogames deverá atingir receita de 46 bilhões de dólares em 2010, crescimento anual de 11,4% em comparação aos 27 bilhões registrados em 2005, segundo previsão da consultoria PricewaterhouseCoopers no estudo "Visão geral do mercado de entretenimento e mídia: 2006-2010".
Mesmo que não seja possível comparar a receita, a consultoria chama atenção para o maior crescimento do setor frente à divisão de filmes, que deverá aumentar 5,3% anuais e atingir 104 bilhões de dólares em 2010, ou de programas de TV que, com seu crescimento de 6,6% por ano, deverá registrar receita de 227 bilhões de dólares em 2010.
Ainda assim pessoas insistem em ignorá-la. O videogame reúne aspectos diversos da cultura humana, como cinema, música e literatura. Consequentemente trata de questões sociais, ideológicas, comportamentais, seja em maior ou menor grau. As mídias de massa, em geral, podem contribuir para a manutenção do status quo, em grande parte alienadoras, e o interesse maior é o acúmulo de capital. Mas esta condição está presente também em outras manifestações culturais, como a pintura, literatura, música e qualquer outra manifestação artística. O que não é justificativa suficiente para a exclusão de meios com linguagens próprias, ricos em possibilidades, banalizados por falta de visão crítica ou interesse. Humberto Eco, a mais de 40 anos, já mostrou os equívocos que podem ser cometidos, tanto pelas pessoas que não aceitam de modo algum a inclusão das massas no meio cultural ou a difusão do Cult entre as massas, como os que acreditam que a massificação total é a solução perfeita. Ele mostra de modo bastante crítico algumas dessas possibilidades artísticas relacionadas a algumas HQs33 e livros, bem como aspectos que demonstram apenas a intenção de vender e gerar lucro em outras, em seu livro: apocalípticos e integrados.
Quanto aos aspectos nocivos do videogame, a grande capacidade de criar um vício: tudo o que causa prazer pode gerar vício. Existem pessoas viciadas em diferentes tipos de prazeres: comida, bebida, música, festas, drogas legais ou não, sexo, TV, livros, etc., nem por isso essas atividades devem ser proibidas ou excluídas de nossas vidas. A grande capacidade de viciar que um videogame possui, talvez se deva principalmente por ser extremamente interativo. Enquanto em um livro a história só continua se a leitura tiver continuidade, no vídeo-game a história só continua se você conseguir fazê-la continuar, além da possibilidade de dirigi-la, chegar a determinado final ou não e de sua dinâmica própria também contribuir para torná-lo muito dinâmico. Mas essas considerações só podem ser feitas a jogos que correspondam a esses quesitos, pois também existem jogos ruins, como em qualquer outro meio de produção cultural. O homem sempre buscou uma fuga da realidade, a apreciação artística até certo ponto, também proporciona essa fuga, assim como o videogame, e de forma bastante eficaz.
Existe ainda a atribuição ao videogame em influenciar comportamentos nocivos nas pessoas, principalmente os jovens. Esta afirmação normalmente é simplista, ingênua e preconceituosa. Já que essa violência ocorre em casos isolados, deveria se estudar o contexto de tais acontecimentos e os reais motivos por trás dos comportamentos violentos. A acusação de que o videogame incita a violência e ensina a como agredir pode ser contraposta pela teoria da catarse. Ela compreende que o ser humano possui certos impulsos, e que esses podem ter sua energia liberada através da vivência de certas experiências. Sendo assim, o videogame funcionaria como um canalizador de energias de um indivíduo, possibilitando que estas fluam em um espaço determinado, onde não possam causar mal a sociedade, a seus semelhantes. (SÍLBERMAN; LIRA, 2000).
O jogo sempre esteve presente na cultura humana, e também entre os adultos, independente da etnia, poder econômico ou qualquer outro fator cultural. Sempre foi importante para a sociedade e a interação entre as pessoas. Pode parecer que os jogos on-line afastem as pessoas, mas alguns estudos sugerem que ele melhore os relacionamentos pessoais e aproxime grupos específicos de pessoas (http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3189556-EI8147,00.html). A questão com certeza ainda está longe de ser resolvida, por isso devemos permanecer atentos e não nos deixar levar por especulações sem um olhar crítico.
32 Característica típica dos meios de comunicação de massa é a possibilidade que apresentam de atingir simultaneamente uma vasta audiência, ou, dentro de breve período de tempo, centenas de milhares de ouvintes, de telespectadores, de leitores. (retirado de: http://pt.wikipedia.org/wiki/Meios_de_comunica%C3%A7%C3%A3o)
33 Historias em quadrinhos
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Pena
O riso hipócrita é descaradamente sofrido
O sarcasmo derrotado só deixa seu próprio buraco mais fundo
Mas como otimista, pensei a respeito:
Você escolhe o amor ou ele te escolhe?
Existe realmente o amor?
Ou o que existe é a vontade de amar?
Existe o puro e completo altruísmo?
Não é egoísta o prazer de cuidar de outro ser?
O que move o mundo é o egoísmo?
Ou a luta em negar sua natureza?
Não estamos todos em nossas caixas apertando os botões “corretos”?
Esperando por nossas recompensas?
Ou levando choques para mostrar que pode ser diferente?
Apenas apertando um botão diferente no prazer egoísta de contrariar?
No fim
A verdade talvez seja que estamos mesmo todos sozinhos
Todos os 7 bilhões de nós
O sarcasmo derrotado só deixa seu próprio buraco mais fundo
Mas como otimista, pensei a respeito:
Você escolhe o amor ou ele te escolhe?
Existe realmente o amor?
Ou o que existe é a vontade de amar?
Existe o puro e completo altruísmo?
Não é egoísta o prazer de cuidar de outro ser?
O que move o mundo é o egoísmo?
Ou a luta em negar sua natureza?
Não estamos todos em nossas caixas apertando os botões “corretos”?
Esperando por nossas recompensas?
Ou levando choques para mostrar que pode ser diferente?
Apenas apertando um botão diferente no prazer egoísta de contrariar?
No fim
A verdade talvez seja que estamos mesmo todos sozinhos
Todos os 7 bilhões de nós
terça-feira, 24 de maio de 2011
Retirando o véu
Enfim o caos! Meu trabalho está feito! Às vezes, você não sente que precisa movimentar as engrenagens da vida? Sim. Acho que todos precisamos sentir que surtimos efeitos no mundo. Bom? Ruim? Questão de percepção quando a intenção é apenas mover as rodas da vida. O importante é fazer. É claro que o objetivo deve ser primariamente construtivo. “De boas intenções o inferno está cheio”. Mas o que vale não é a intenção?rs
As pessoas tendem a se enganar. Tendem a viver de aparência e mantê-la diante delas mesmas, porque não suportam a verdadeira imagem de seu reflexo no espelho. Gostam de enganar a si mesmas e que outros as ajudem a manter essas mentiras. Procuram constantemente apoio, e os “amigos”, na sua piedade e incapacidade de causar o mal necessário para que se faça o bem, apóiam as ilusões. Eu também devo ter as minhas, mas procuro sempre olhar lá no fundo obscuro da minha alma o que pode haver de pior, porque por melhor que eu seja – ou ache que eu seja – sei o que pode estar lá de verdade. E é muito mais fácil controlar os monstros quando os conhecemos. Como e quando quisermos controlá-los.
Há um ditado que diz “a maioria das pessoas prefere ser arruinada pelo elogio a ser salva pela crítica”. Mas a crítica gera discórdia, discussão, dúvidas. Quem quer isso? Acho que eu quero. Não vou me acomodar diante de falácias e meias-verdades. Estou certo sempre? Não. E faço questão de saber quando estou errado. Mas seja capaz de me mostrar isso.
Destruir para renovar. Você costuma dizer o que as pessoas precisam ouvir pra se sentir bem? Deixe-me adivinhar: não está funcionando. Porque você precisa dizer a verdade, cruel e avassaladora – não necessariamente com palavras cruéis, nem sempre. A pessoa talvez continue tentando se enganar, mas a semente da dúvida está plantada e o questionamento é o caminho para o crescimento.
Às vezes, precisamos ouvir o motor funcionando, mesmo em meio ao som de metal retorcendo e cheirando a queimado.
Mas cuidado: às vezes, pode ser tédio apenas.rs
As pessoas tendem a se enganar. Tendem a viver de aparência e mantê-la diante delas mesmas, porque não suportam a verdadeira imagem de seu reflexo no espelho. Gostam de enganar a si mesmas e que outros as ajudem a manter essas mentiras. Procuram constantemente apoio, e os “amigos”, na sua piedade e incapacidade de causar o mal necessário para que se faça o bem, apóiam as ilusões. Eu também devo ter as minhas, mas procuro sempre olhar lá no fundo obscuro da minha alma o que pode haver de pior, porque por melhor que eu seja – ou ache que eu seja – sei o que pode estar lá de verdade. E é muito mais fácil controlar os monstros quando os conhecemos. Como e quando quisermos controlá-los.
Há um ditado que diz “a maioria das pessoas prefere ser arruinada pelo elogio a ser salva pela crítica”. Mas a crítica gera discórdia, discussão, dúvidas. Quem quer isso? Acho que eu quero. Não vou me acomodar diante de falácias e meias-verdades. Estou certo sempre? Não. E faço questão de saber quando estou errado. Mas seja capaz de me mostrar isso.
Destruir para renovar. Você costuma dizer o que as pessoas precisam ouvir pra se sentir bem? Deixe-me adivinhar: não está funcionando. Porque você precisa dizer a verdade, cruel e avassaladora – não necessariamente com palavras cruéis, nem sempre. A pessoa talvez continue tentando se enganar, mas a semente da dúvida está plantada e o questionamento é o caminho para o crescimento.
Às vezes, precisamos ouvir o motor funcionando, mesmo em meio ao som de metal retorcendo e cheirando a queimado.
Mas cuidado: às vezes, pode ser tédio apenas.rs
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Por que tão sério?
Eu sou um agente do caos
O caos me persegue
Só deixo que me leve
E agora
Essa é a direção
Para a qual o vento sopra
Para você!
O caos me persegue
Só deixo que me leve
E agora
Essa é a direção
Para a qual o vento sopra
Para você!
domingo, 22 de maio de 2011
Planos? Não, mesmo!
Desço do taxi e olho ao redor. Ele está lá, entre algumas pessoas. Há muitas outras por perto, algumas muito estranhas. Legal... Um lugar estranho cheio de gente estranha. Mas ele está aqui. E tem bebida. Tudo bem então. Perfeito! Não precisa muito mais.
Aproximo-me, mas não tenho certeza de como cumprimentá-lo. Ele também não parece ter muita certeza. Eu e o Billy não nos conhecemos há muito tempo e saímos três vezes apenas. Damos um beijo no canto da boca. Sou apresentada a algumas pessoas.
- O que você quer beber?
- Tanto faz. O que vocês estiverem tomando.
- Cerveja. Mas eu vou pegar outra coisa. Vodka com refrigerante sabor citrus?
- Ah, não sei, tanto faz. Pode ser cerveja mesmo.
- Não. Espere aí que vou pegar pra você.
Ele sabe que não sou muito fã de cerveja. Ele vai até o balcão enquanto converso um pouco com seus amigos. Nada de mais, conversa trivial. Acho que não querem que eu me sinta muito deslocada. Ele volta com o copo. Bebo. Bebo rápido.
- Tá bom? Não tá muito forte?
- Não. Tá bom assim.
O copo acaba rápido. Acho que estou um pouco nervosa. Ele volta com mais meio copo de vodka pra ser misturado com o refrigerante. Esse também acaba rápido.
-É, você tava com sede einh rs. Vou pegar mais um. E um só pra mim rs.
-Eu vou lá com você.
Vamos ao balcão do bar. Eu peço uma dose de rum sabor maçã. Ele pede mais uma de vodka. O garçom pergunta:
Bastante gelo?
- Ele responde:
- Bastante vodka rs
- A quantidade de vodka vai ser a mesma
Ele pergunta ao dono do bar:
- Não dá pra substituir o gelo por vodka?
O cara apenas ri. Eu digo:
- É, não custa perguntar né?rs
Bebemos, conversamos, nos beijamos. Estou bem alegre. Passo minha mão entre as pernas dele, e ele entre as minhas. Ele fica excitado. As pessoas continuam a nossa volta, mas ninguém parece ligar muito para o que acontece por ali. Pegamos mais uma dose cada um, ou duas. Não tenho certeza. Chega um momento que fica difícil lembrar certos detalhes.
- Você tá bebendo muito rápido. Vai passar mal.
- Não. Eu to bem.
Não estou bem. As coisas já estão girando. Eu me sento na muretinha ao nosso lado. Fico agachada, com a cabeça entre meus joelhos.
- Tá. Então eu vo no banheiro.
Ele sai e diz para o amigo dele:
- Vo no banheiro. Cuida dela. Não deixa ela cair no chão rs.
Olho para o chão. O chão parece olhar para mim, me chamar. Vomito. Sujo um pouco minha bota.
Billy volta do banheiro:
- Oh... Você passou mal rs. Eu disse que você tava bebendo muito rápido. Você tá tentando limpar sua bota com esse guardanapo? Não tá dando muito certo rs. Da onde você arrumou isso?
- Não sei. Alguém me deu rs.
Billy senta ao meu lado e fica ali abraçado comigo. Continua bebendo. Conversa um pouco com alguns amigos. Não tenho idéia de quanto tempo passou, mas fico um pouquinho melhor. Não muito, mas o suficiente para acariciá-lo por baixo da sua jaqueta e provocá-lo.
- Ah, como você é malvada Luana! Sabe que daqui a pouco eu tenho que ir embora rs.
- Então ta. Aí vamos embora. Cada um pra sua casa rs.
Mas eu não paro. Estou mal, mas ainda consigo me divertir um pouco.
- Nossa! Ou você confia muito em mim, ou não se importa muito com coisa alguma. – silêncio – Hum, acho que é a segunda opção mesmo rs. Tá tarde. Preciso ir embora. O que você quer?
- Ir pra casa
- Então levanta que eu te levo até o taxi.
- Não. Espera mais um pouco.
- Você não prefere ir pra um hotel comigo? Aí você dorme um pouco e quando estiver melhor você vai.
- Não. Quero i pra casa.
- Certeza?
- Não rs.
- Vem. Vamos pegar um taxi e vamos pro hotel.
Atravessamos a rua pra chegar ao ponto de taxis. Fui literalmente escorada nele, andando um pouco em ziguezague, porque definitivamente, sóbrio ele também não estava. Ele diz que vai tentar convencer um taxista a me levar, e que ia me apresentar como sua namorada, pra facilitar a conversa.
- Oi. Minha namorada não tá muito bem. Você podia levar...
-Não!
- Mas é aqui pertinho. Ela não ta conseguindo andar direito.
- Nesse estado não tem como. Se ela vomitar no carro eu não posso mais trabalhar o resto da noite. Tenta com algum outro aí.
O quarto taxista com quem o Billy conversou parece um pouco disposto a pensar na possibilidade de nos levar.
- Por que os outros não quiseram levar ela?
- Eles tão com medo que ela passe mal no carro. Mas ela não vai não. Só não tá muito bem.
Nisso, ele aponta pra mim. Eu estou em pé, mas com a cabeça agachada entre os joelhos, o cabelo tocando o chão, e balançando um pouco para os lados. A imagem não devia passar exatamente a imagem que o Billy estava tentando passar para o taxista.
- Luana! De pé! Vai! Cara de boa!rs
Fico com o corpo ereto, tiro o cabelo do rosto e olho pra frente, pro vazio. O Billy olha pro taxista esperando sua aprovação. Parece um vendedor tentando convencer o cliente de que a mercadoria é confiável. Tanto é que ainda resolveu dar garantia:
- Olha, é aqui pertinho e eu coloco a blusa dela e a minha jaqueta em volta. Não precisa se preocupar, porque ela não vai vomitar. Se por um acaso acontecer, não vai sujar em nada o carro. Mas ela vai ficar bem sim. Sério mesmo. Né Luana?
Eu balanço a cabeça afirmativamente. Entramos no taxi. Coloco minha blusa sobre a boca. As janelas do carro estão bem abertas. O percurso não demora 5 minutos. Mas em momentos como esse, como demora. O tempo parece que pára. Parece que não chegamos nunca. Mas chegamos.
- Viu? Falei que ía dá tudo certo. Ela nem passou mal.
- É. Eu arrisquei né?
O taxista vai embora e entramos no hotel. No balcão:
- Estamos lotados. Tem que aguardar.
- Quanto tempo?
- Ah, uma meia hora mais ou menos.
Vamos para a sala de espera. Tem mais um casal lá. Enquanto esperamos chegam mais três casais. É algo de certa forma constrangedor. Não muito. Mas você, ao lado de várias pessoas, todas esperando liberar um quarto pra que possam fazer sexo, e todas sabendo que estão ali só pra isso, não é uma situação totalmente confortável. Como as pessoas sabiam? Porque era o tipo de hotel que as pessoas vão pra isso, mas não chegava a ser um motel.
- Ela ta embriagada? Ou só com sono?
-Hum... Sono.
- Certeza?
- É sono
- Ela não parece muito bem.
- Tá cansada. É sono sim.
- Vo precisar do r.g. dela.
- Cadê teu r.g.?
- Tá aí na minha bolsa.
- Mas onde na bolsa.
- Não sei.
Eu não sabia de mais nada mesmo. E não fazia a mínima questão de saber. Queria apenas um canto para desmaiar. Ele revira a bolsa. Encontra meu estojo de maquiagem, brincos, preservativos, muitos preservativos, e depois de uns 10 minutos de muita busca, encontra minha carteira. Eu pego a carteira da mão dele e entrego o r.g.
- Agora que eu achei a carteira não precisava mais de ajuda rs.
Ele vai ao balcão fazer o check in.
- Eu preciso do documento dela porque ela não parece muito bem. Uma vez veio um casal aqui, e tiveram que chamar uma ambulância porque a menina passou muito mal. A família dela não sabia do rapaz, não sabia que ela tava aqui. Foi o maior rolo. Aí agente precisa garantir que tá tudo certo.
Pegamos o elevador. Chegamos ao quarto. Desabo sobre a cama. Ele tira a roupa e deita sobre mim. Tira minha roupa.
-Nossa! Como você melhorou de repente!
-Aham!
Melhorei mesmo. Na verdade, acho que nunca estou ruim pra isso.
Depois de algum tempo dormimos. Ele se meche um pouco durante a noite, poucas vezes, mas a cada vez meu corpo parece ganhar vida, um sonambulismo sexual. E digo só o corpo mesmo, porque minha consciência estava a anos-luz de distância. Ele se meche novamente e dessa vez acordo. Começo a me empolgar e o puxo pra cima de mim. Fazemos sexo de novo. Olho no relógio: 06h40min.
- Puta que o pariu! Tá certo isso?!
- Acho que tá. Meu celular tá despertando.
Eu não posso chegar em casa tarde - ou no caso cedo- assim. O mais tarde que costumo chegar é umas 2h da manha.
- To fudida!
- Sim huahuahuahuahua. Isso nunca aconteceu antes?
- Não.
- Hum, eu costumo ouvir bastante isso. Estranho rs.
Descemos e chamo um taxi. O taxi demora uns 10min. Nesse tempo, Billy me conta sobre detalhes da noite anterior que eu não lembrava completamente. O taxi chega, nos despedimos e vou pra casa. Penso: “por favor! tem que dar tempo de eu chegar em casa antes que alguém acorde”. O taxi pára, saio, olho pra casa e a janela se abre:
- Nossa! Acordou cedo pra ir comprar pão?
Pois é... Quase deu certo rs. Nada como uma noite com muita bebida e sexo seguida de um pouco de adrenalina pela manhã pra começar bem o dia.
Aproximo-me, mas não tenho certeza de como cumprimentá-lo. Ele também não parece ter muita certeza. Eu e o Billy não nos conhecemos há muito tempo e saímos três vezes apenas. Damos um beijo no canto da boca. Sou apresentada a algumas pessoas.
- O que você quer beber?
- Tanto faz. O que vocês estiverem tomando.
- Cerveja. Mas eu vou pegar outra coisa. Vodka com refrigerante sabor citrus?
- Ah, não sei, tanto faz. Pode ser cerveja mesmo.
- Não. Espere aí que vou pegar pra você.
Ele sabe que não sou muito fã de cerveja. Ele vai até o balcão enquanto converso um pouco com seus amigos. Nada de mais, conversa trivial. Acho que não querem que eu me sinta muito deslocada. Ele volta com o copo. Bebo. Bebo rápido.
- Tá bom? Não tá muito forte?
- Não. Tá bom assim.
O copo acaba rápido. Acho que estou um pouco nervosa. Ele volta com mais meio copo de vodka pra ser misturado com o refrigerante. Esse também acaba rápido.
-É, você tava com sede einh rs. Vou pegar mais um. E um só pra mim rs.
-Eu vou lá com você.
Vamos ao balcão do bar. Eu peço uma dose de rum sabor maçã. Ele pede mais uma de vodka. O garçom pergunta:
Bastante gelo?
- Ele responde:
- Bastante vodka rs
- A quantidade de vodka vai ser a mesma
Ele pergunta ao dono do bar:
- Não dá pra substituir o gelo por vodka?
O cara apenas ri. Eu digo:
- É, não custa perguntar né?rs
Bebemos, conversamos, nos beijamos. Estou bem alegre. Passo minha mão entre as pernas dele, e ele entre as minhas. Ele fica excitado. As pessoas continuam a nossa volta, mas ninguém parece ligar muito para o que acontece por ali. Pegamos mais uma dose cada um, ou duas. Não tenho certeza. Chega um momento que fica difícil lembrar certos detalhes.
- Você tá bebendo muito rápido. Vai passar mal.
- Não. Eu to bem.
Não estou bem. As coisas já estão girando. Eu me sento na muretinha ao nosso lado. Fico agachada, com a cabeça entre meus joelhos.
- Tá. Então eu vo no banheiro.
Ele sai e diz para o amigo dele:
- Vo no banheiro. Cuida dela. Não deixa ela cair no chão rs.
Olho para o chão. O chão parece olhar para mim, me chamar. Vomito. Sujo um pouco minha bota.
Billy volta do banheiro:
- Oh... Você passou mal rs. Eu disse que você tava bebendo muito rápido. Você tá tentando limpar sua bota com esse guardanapo? Não tá dando muito certo rs. Da onde você arrumou isso?
- Não sei. Alguém me deu rs.
Billy senta ao meu lado e fica ali abraçado comigo. Continua bebendo. Conversa um pouco com alguns amigos. Não tenho idéia de quanto tempo passou, mas fico um pouquinho melhor. Não muito, mas o suficiente para acariciá-lo por baixo da sua jaqueta e provocá-lo.
- Ah, como você é malvada Luana! Sabe que daqui a pouco eu tenho que ir embora rs.
- Então ta. Aí vamos embora. Cada um pra sua casa rs.
Mas eu não paro. Estou mal, mas ainda consigo me divertir um pouco.
- Nossa! Ou você confia muito em mim, ou não se importa muito com coisa alguma. – silêncio – Hum, acho que é a segunda opção mesmo rs. Tá tarde. Preciso ir embora. O que você quer?
- Ir pra casa
- Então levanta que eu te levo até o taxi.
- Não. Espera mais um pouco.
- Você não prefere ir pra um hotel comigo? Aí você dorme um pouco e quando estiver melhor você vai.
- Não. Quero i pra casa.
- Certeza?
- Não rs.
- Vem. Vamos pegar um taxi e vamos pro hotel.
Atravessamos a rua pra chegar ao ponto de taxis. Fui literalmente escorada nele, andando um pouco em ziguezague, porque definitivamente, sóbrio ele também não estava. Ele diz que vai tentar convencer um taxista a me levar, e que ia me apresentar como sua namorada, pra facilitar a conversa.
- Oi. Minha namorada não tá muito bem. Você podia levar...
-Não!
- Mas é aqui pertinho. Ela não ta conseguindo andar direito.
- Nesse estado não tem como. Se ela vomitar no carro eu não posso mais trabalhar o resto da noite. Tenta com algum outro aí.
O quarto taxista com quem o Billy conversou parece um pouco disposto a pensar na possibilidade de nos levar.
- Por que os outros não quiseram levar ela?
- Eles tão com medo que ela passe mal no carro. Mas ela não vai não. Só não tá muito bem.
Nisso, ele aponta pra mim. Eu estou em pé, mas com a cabeça agachada entre os joelhos, o cabelo tocando o chão, e balançando um pouco para os lados. A imagem não devia passar exatamente a imagem que o Billy estava tentando passar para o taxista.
- Luana! De pé! Vai! Cara de boa!rs
Fico com o corpo ereto, tiro o cabelo do rosto e olho pra frente, pro vazio. O Billy olha pro taxista esperando sua aprovação. Parece um vendedor tentando convencer o cliente de que a mercadoria é confiável. Tanto é que ainda resolveu dar garantia:
- Olha, é aqui pertinho e eu coloco a blusa dela e a minha jaqueta em volta. Não precisa se preocupar, porque ela não vai vomitar. Se por um acaso acontecer, não vai sujar em nada o carro. Mas ela vai ficar bem sim. Sério mesmo. Né Luana?
Eu balanço a cabeça afirmativamente. Entramos no taxi. Coloco minha blusa sobre a boca. As janelas do carro estão bem abertas. O percurso não demora 5 minutos. Mas em momentos como esse, como demora. O tempo parece que pára. Parece que não chegamos nunca. Mas chegamos.
- Viu? Falei que ía dá tudo certo. Ela nem passou mal.
- É. Eu arrisquei né?
O taxista vai embora e entramos no hotel. No balcão:
- Estamos lotados. Tem que aguardar.
- Quanto tempo?
- Ah, uma meia hora mais ou menos.
Vamos para a sala de espera. Tem mais um casal lá. Enquanto esperamos chegam mais três casais. É algo de certa forma constrangedor. Não muito. Mas você, ao lado de várias pessoas, todas esperando liberar um quarto pra que possam fazer sexo, e todas sabendo que estão ali só pra isso, não é uma situação totalmente confortável. Como as pessoas sabiam? Porque era o tipo de hotel que as pessoas vão pra isso, mas não chegava a ser um motel.
- Ela ta embriagada? Ou só com sono?
-Hum... Sono.
- Certeza?
- É sono
- Ela não parece muito bem.
- Tá cansada. É sono sim.
- Vo precisar do r.g. dela.
- Cadê teu r.g.?
- Tá aí na minha bolsa.
- Mas onde na bolsa.
- Não sei.
Eu não sabia de mais nada mesmo. E não fazia a mínima questão de saber. Queria apenas um canto para desmaiar. Ele revira a bolsa. Encontra meu estojo de maquiagem, brincos, preservativos, muitos preservativos, e depois de uns 10 minutos de muita busca, encontra minha carteira. Eu pego a carteira da mão dele e entrego o r.g.
- Agora que eu achei a carteira não precisava mais de ajuda rs.
Ele vai ao balcão fazer o check in.
- Eu preciso do documento dela porque ela não parece muito bem. Uma vez veio um casal aqui, e tiveram que chamar uma ambulância porque a menina passou muito mal. A família dela não sabia do rapaz, não sabia que ela tava aqui. Foi o maior rolo. Aí agente precisa garantir que tá tudo certo.
Pegamos o elevador. Chegamos ao quarto. Desabo sobre a cama. Ele tira a roupa e deita sobre mim. Tira minha roupa.
-Nossa! Como você melhorou de repente!
-Aham!
Melhorei mesmo. Na verdade, acho que nunca estou ruim pra isso.
Depois de algum tempo dormimos. Ele se meche um pouco durante a noite, poucas vezes, mas a cada vez meu corpo parece ganhar vida, um sonambulismo sexual. E digo só o corpo mesmo, porque minha consciência estava a anos-luz de distância. Ele se meche novamente e dessa vez acordo. Começo a me empolgar e o puxo pra cima de mim. Fazemos sexo de novo. Olho no relógio: 06h40min.
- Puta que o pariu! Tá certo isso?!
- Acho que tá. Meu celular tá despertando.
Eu não posso chegar em casa tarde - ou no caso cedo- assim. O mais tarde que costumo chegar é umas 2h da manha.
- To fudida!
- Sim huahuahuahuahua. Isso nunca aconteceu antes?
- Não.
- Hum, eu costumo ouvir bastante isso. Estranho rs.
Descemos e chamo um taxi. O taxi demora uns 10min. Nesse tempo, Billy me conta sobre detalhes da noite anterior que eu não lembrava completamente. O taxi chega, nos despedimos e vou pra casa. Penso: “por favor! tem que dar tempo de eu chegar em casa antes que alguém acorde”. O taxi pára, saio, olho pra casa e a janela se abre:
- Nossa! Acordou cedo pra ir comprar pão?
Pois é... Quase deu certo rs. Nada como uma noite com muita bebida e sexo seguida de um pouco de adrenalina pela manhã pra começar bem o dia.
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